{"id":21821,"date":"2022-07-02T21:44:02","date_gmt":"2022-07-02T20:44:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/?p=21821"},"modified":"2022-07-04T08:36:20","modified_gmt":"2022-07-04T07:36:20","slug":"burundi-o-coracao-da-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/pt\/tef-advocacy\/burundi-the-heart-of-africa","title":{"rendered":"Burundi \u2013 O Cora\u00e7\u00e3o da \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O empreendedorismo agr\u00edcola refere-se \u00e0 capacidade dos agricultores de mudar ou abandonar modelos antigos e entrar em novas fases da agricultura.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>E isso nos leva ao epis\u00f3dio de hoje do espa\u00e7o #TEFAdvocacy onde falamos sobre as pol\u00edticas que afetam os empres\u00e1rios no Burundi.<\/p>\n\n\n\n<p>A economia do Burundi \u00e9 dominada por micro, pequenas e m\u00e9dias empresas (MPME). De acordo com a pesquisa feita por finclusionlab.org, as microempresas (aquelas com menos de 5 trabalhadores em tempo integral) representavam 34% da popula\u00e7\u00e3o de empresas formais, enquanto as pequenas empresas (aquelas com 5 a 19 trabalhadores em tempo integral) representavam 46% do n\u00famero total de empresas formais. empresas. Assim, as micro e pequenas empresas representavam 80% de todas as empresas formais no Burundi em 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os 9 pa\u00edses pesquisados na \u00c1frica Oriental e Austral, o Burundi tem o n\u00edvel mais baixo de inclus\u00e3o financeira, com 85,7% da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o utiliza qualquer produto financeiro (BRB \u2014 <a href=\"https:\/\/www.befind.be\/Documents\/WPs\/wp11\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Banco da Rep\u00fablica do Burundi, 2012<\/a>.)<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as MPME no Burundi pare\u00e7am ter o mesmo n\u00edvel de acesso aos servi\u00e7os financeiros formais que noutros pa\u00edses em desenvolvimento, a estrutura a prazo dos recursos dos bancos comerciais est\u00e1 demasiado concentrada no cr\u00e9dito de curto prazo. Como resultado, as MPME recorrem a empr\u00e9stimos banc\u00e1rios para necessidades de curto prazo, tais como capital de explora\u00e7\u00e3o ou linhas de cr\u00e9dito, em vez de investimento, uma vez que este \u00faltimo requer empr\u00e9stimos de m\u00e9dio e longo prazo. Tamb\u00e9m \u00e9 relevante notar que o custo do cr\u00e9dito \u00e9 proibitivo. Dados do banco central do Burundi (ou BRB) As taxas de empr\u00e9stimo de curto prazo variam entre 14,3 por cento para importa\u00e7\u00e3o e 17,4 por cento para cr\u00e9dito de capital de giro, a forma mais dominante de cr\u00e9dito de curto prazo. Estes elevados n\u00edveis de cr\u00e9dito implicam que, para ser vi\u00e1vel, uma MPME deve ter uma taxa de rentabilidade muito elevada para pagar o seu empr\u00e9stimo e cobrir os seus outros custos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"508\" src=\"https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Agriculture-in-Burundi-1024x508.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-21822\" srcset=\"https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Agriculture-in-Burundi-1024x508.jpg 1024w, https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Agriculture-in-Burundi-300x149.jpg 300w, https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Agriculture-in-Burundi-768x381.jpg 768w, https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Agriculture-in-Burundi.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Nossa recomenda\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>No que diz respeito \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o sectorial do cr\u00e9dito, sectores produtivos como a agricultura e a ind\u00fastria beneficiaram de 0,5% e 7% do cr\u00e9dito total, respectivamente, enquanto o cr\u00e9dito ao com\u00e9rcio representou 43 por cento do cr\u00e9dito total (Nkurunziza et al., 2016; Nkurunziza e Ngaruko , 2008). Os bancos do Burundi tamb\u00e9m atribuem uma parte substancial do seu cr\u00e9dito ao governo. Em m\u00e9dia, o cr\u00e9dito ao governo representa 38 por cento do cr\u00e9dito total, o que \u00e9 elevado mesmo para os padr\u00f5es africanos, uma vez que o cr\u00e9dito ao governo no resto de \u00c1frica representa, em m\u00e9dia, 25 por cento do cr\u00e9dito total. Combinado com a inefici\u00eancia na utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos governamentais no Burundi, o grande n\u00famero de recursos financeiros atribu\u00eddos ao governo pelos bancos exclui recursos que poderiam ter sido utilizados de forma mais eficiente pelas empresas privadas. Recomendamos que a atribui\u00e7\u00e3o excessiva de recursos financeiros ao governo seja minimizada e que mais, at\u00e9 40%, sejam atribu\u00eddos ao sector privado. Acreditamos que isto fortalecer\u00e1 o sector de receitas prim\u00e1rias do pa\u00eds, a Agricultura, num aumento de mais de 50% na produ\u00e7\u00e3o.<br><br><\/li><li>O padr\u00e3o de atribui\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no Burundi ilustra uma desconex\u00e3o entre o sector financeiro e a economia real. A agricultura \u00e9 o esteio da economia do Burundi. Em 2014, representava 39 por cento do PIB contra 42 por cento do PIB do sector dos servi\u00e7os (Banco Mundial, 2015). A agricultura \u00e9 tamb\u00e9m onde \u00e9 criada a maior parte dos empregos. Segundo estimativas, o sector empregava 70 por cento da for\u00e7a de trabalho em 2009 (Conselho LO\/FTF, 2014). Recomendamos tamb\u00e9m que a disponibilidade de recursos financeiros seja maior para o sector agr\u00edcola, uma vez que este \u00e9 o principal sector de receitas do pa\u00eds. Isto tamb\u00e9m levar\u00e1 a mais cria\u00e7\u00e3o de emprego, o que ajudar\u00e1 a erradicar a pobreza e a aumentar o PIB econ\u00f3mico do pa\u00eds.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, a dimens\u00e3o de uma empresa nos pa\u00edses em desenvolvimento \u00e9 o principal determinante da sua efici\u00eancia, resili\u00eancia, rentabilidade e acesso a insumos. O dom\u00ednio do sector empresarial do Burundi pelas MPME torna o seu sector privado em decl\u00ednio particularmente vulner\u00e1vel \u00e0 instabilidade pol\u00edtica e econ\u00f3mica do pa\u00eds, o que acarreta a necessidade de disponibilidade de recursos financeiros para as MPME para provocar o r\u00e1pido crescimento econ\u00f3mico do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>~ Autor: Oluwadamilola Oladepo<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O empreendedorismo agr\u00edcola refere-se \u00e0 capacidade dos agricultores de mudar ou abandonar modelos antigos e entrar em novas fases da agricultura. 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