{"id":2526,"date":"2015-09-24T15:27:43","date_gmt":"2015-09-24T15:27:43","guid":{"rendered":"http:\/\/tonyelumelufoundation.org\/?post_type=article&amp;p=2526"},"modified":"2015-09-24T15:27:43","modified_gmt":"2015-09-24T15:27:43","slug":"campos-solares-pobreza-sexista-e-um-plano-marshall-moderno-bono-u2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/pt\/articles\/solar-fields-sexist-poverty-and-a-modern-marshall-plan-bono-u2","title":{"rendered":"Campos solares, pobreza sexista e um plano Marshall moderno \u2013 Bono, U2"},"content":{"rendered":"<p><em>Este artigo foi publicado originalmente\u00a0<a href=\"https:\/\/medium.com\/@BonoU2\/solar-fields-sexist-poverty-and-a-modern-marshall-plan-c6917053e328\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se voc\u00ea \u00e9 al\u00e9rgico a alarde, \u00e9 melhor trancar as portas e fechar as janelas no dia 25 de setembro, porque haver\u00e1 muito disso naquele dia nas proximidades das Na\u00e7\u00f5es Unidas, quando os l\u00edderes mundiais ratificarem os Objetivos Globais para Desenvolvimento sustent\u00e1vel. Isto \u00e9 verdadeiramente um grande neg\u00f3cio, de grandes consequ\u00eancias - esperemos - especialmente para as pessoas mais pobres do planeta, mas ser\u00e3o perdoados se alguns de v\u00f3s revirarem os olhos, ou bocejarem, ou pior.<\/p>\n<p id=\"65a7\" class=\"graf--p\">Numa altura em que a Europa e o resto do mundo se debatem em resposta \u00e0 enorme crise de refugiados no M\u00e9dio Oriente, este dificilmente parece ser um momento para grandes compromissos de qualquer tipo, a menos que seja um compromisso de parar de trope\u00e7ar nos pr\u00f3prios p\u00e9s.<\/p>\n<p id=\"3dd1\" class=\"graf--p\">\u00c9 uma quest\u00e3o justa e urgente. Se n\u00e3o conseguirmos lidar com o que est\u00e1 a acontecer na S\u00edria \u2013 se n\u00e3o conseguirmos sequer acertar a nomenclatura, insistindo em chamar estes refugiados desesperados de \u201cmigrantes\u201d, como se tivessem acabado de fazer as malas e se mudar para norte para uma mudan\u00e7a de cen\u00e1rio \u2013 como ser\u00e1 que conseguiremos lidar com as crises humanit\u00e1rias mais cr\u00f3nicas e end\u00e9micas da pobreza extrema, da fome e da doen\u00e7a? Quem exatamente pensamos que somos, lan\u00e7ando outra campanha fantasiosa?<\/p>\n<p id=\"5951\" class=\"graf--p\">Mas pare por um segundo antes de vomitar e considere que a emerg\u00eancia na S\u00edria mostra exactamente por que precisamos de perseguir \u2013 e alcan\u00e7ar \u2013 estes Objectivos Globais. A prova disso est\u00e1 por todo o Sahel, a faixa que atravessa o norte de \u00c1frica, onde tr\u00eas extremos \u2013 pobreza extrema, clima extremo, ideologia extrema \u2013 representam uma amea\u00e7a forte e constante. A incapacidade de fazer progressos poderia desencadear uma s\u00e9rie de crises que tornariam insignificante o que estamos a ver na S\u00edria.<\/p>\n<p id=\"c2eb\" class=\"graf--p\">O Boko Haram, no norte da Nig\u00e9ria, \u00e9 agora bem conhecido no resto do mundo, em virtude de ser horr\u00edvel e violento, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico grupo de extremistas activo no Sahel; Al Shabaab, o Ex\u00e9rcito de Resist\u00eancia do Senhor e a Al Qaeda no Magrebe tamb\u00e9m o fazem. Os analistas da CIA \u2013 que, em regra, n\u00e3o s\u00e3o do tipo que pensa no desenvolvimento \u2013 olharam para o norte da Nig\u00e9ria e afirmaram que a melhor forma de deter os militantes a longo prazo \u00e9 acabar com a pobreza extrema na regi\u00e3o e criar um ambiente melhor e mais sistema de educa\u00e7\u00e3o inclusivo, no qual os mu\u00e7ulmanos sentem que t\u00eam algum interesse. Quando a CIA e os activistas anti-pobreza concordam, as coisas devem estar muito certas ou muito erradas!<\/p>\n<p id=\"eba2\" class=\"graf--p\">Especialmente quando os dem\u00f3grafos se juntam a n\u00f3s. Em 2050, dizem-nos, \u00c1frica ter\u00e1 2,5 mil milh\u00f5es de pessoas, o dobro da popula\u00e7\u00e3o da China, e mais de um ter\u00e7o da juventude do planeta ser\u00e1 africana. O que \u00e9 uma not\u00edcia entusiasmante para todos n\u00f3s que consideramos \u00c1frica, sem d\u00favida, um dos lugares mais energizantes do mundo. Mas centenas de milh\u00f5es de jovens desempregados ou subempregados, se chegarmos a esse ponto, n\u00e3o \u00e9 uma receita para a estabilidade \u2013 seja l\u00e1 ou aqui, onde quer que \u201caqui\u201d seja para voc\u00ea.<\/p>\n<p id=\"b6e0\" class=\"graf--p\">\u00c9 claro que os Objectivos Globais s\u00e3o apenas isso: objectivos, aspira\u00e7\u00f5es. N\u00e3o s\u00e3o projetos ou planos de batalha. Como Amina Mohammed, a impressionante secret\u00e1ria-geral nigeriana adjunta da ONU que lidera os objectivos, certamente concordaria, eles s\u00e3o o qu\u00ea, n\u00e3o o como. Ent\u00e3o, qual \u00e9 o como?<\/p>\n<p id=\"fd85\" class=\"graf--p\">Vai ter que ser muitas coisas, \u00e9 claro. Mas uma delas, uma das grandes, pode ser uma ideia que estamos a ouvir dos l\u00edderes africanos nos neg\u00f3cios, na sociedade civil e no governo: um Plano Marshall moderno, inspirado, se n\u00e3o realmente baseado, no que a Am\u00e9rica fez na Europa ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial. Segundo Akin Adesina, o novo Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento:<\/p>\n<blockquote id=\"f6f0\" class=\"graf--blockquote graf--startsWithDoubleQuote\"><p><em>\u201cO futuro da alimenta\u00e7\u00e3o de 9 mil milh\u00f5es de pessoas no mundo at\u00e9 2050 depende de \u00c1frica, que ainda tem 65% de todas as terras ar\u00e1veis. \u00c1frica n\u00e3o pode consumir potencial. Para aproveitar este potencial \u00e9 necess\u00e1ria uma parceria global em escala, um plano Marshall moderno, mas liderado por \u00c1frica.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p id=\"c35d\" class=\"graf--p\">Da mesma forma, \u201cUma abordagem abrangente e coordenada\u201d \u00e9 o que Tony Elumelu, o empres\u00e1rio e filantropo nigeriano, apelou, um plano para o com\u00e9rcio, a transpar\u00eancia, o emprego, as infra-estruturas \u2013 todos os elementos de oportunidade.<\/p>\n<p id=\"16ca\" class=\"graf--p\">Mas como seria um Plano Marshall hoje em dia? N\u00e3o exatamente como o Plano do Secret\u00e1rio de Estado (e Geral) George C. Marshall, que era brilhantemente adequado ao seu tempo, menos ainda ao nosso. A Segunda Guerra Mundial deixou n\u00e3o apenas cidades, mas economias inteiras em escombros; o Plano Marshall os ajudou a reconstruir. Um Plano Marshall moderno teria, pelo contr\u00e1rio, de se concentrar em pa\u00edses que n\u00e3o eram industrializados, mas que est\u00e3o a trabalhar arduamente para construir as bases.<\/p>\n<p id=\"4f04\" class=\"graf--p\">Para ter sucesso, teria de empregar uma s\u00e9rie de meios ao mesmo tempo \u2013 unir esfor\u00e7os para resolver os problemas da pobreza extrema e da desigualdade de oportunidades. A ajuda \u00e9 um desses meios \u2013 essencial. O nosso objectivo final \u00e9 o fim da ajuda \u2013 economias em crescimento, prosperidade partilhada, auto-sufici\u00eancia. Mas a forma como vamos chegar l\u00e1 \u2014 se conseguirmos lidar com a disson\u00e2ncia cognitiva \u2014 \u00e9, na verdade, aumentar a ajuda, por enquanto, aos pa\u00edses que mais dela necessitam. Os pa\u00edses mais pobres recebem apenas uma pequena parte, 30 por cento, da ajuda que o mundo fornece. O investimento de fundos estrangeiros pode alavancar fundos nacionais para melhorar os servi\u00e7os b\u00e1sicos de sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os mais pobres, especialmente mulheres e raparigas.<\/p>\n<blockquote id=\"14ad\" class=\"graf--pullquote pullquote\"><p><em><span class=\"markup--quote markup--pullquote-quote is-other\" data-creator-ids=\"anon\"><a class=\"markup--anchor markup--pullquote-anchor\" href=\"http:\/\/www.one.org\/us\/take-action\/poverty-is-sexist\/\" rel=\"nofollow noopener\" data-href=\"http:\/\/www.one.org\/us\/take-action\/poverty-is-sexist\/\" data- target=\"_blank\">A pobreza \u00e9 sexista<\/a>: atinge mais duramente as mulheres e as raparigas, o que \u00e9 duplamente ir\u00f3nico, porque investir nelas \u00e9 a melhor forma de acabar com a pobreza.<\/span><\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"ba76\" class=\"graf--figure\">\n<div class=\"aspectRatioPlaceholder is-locked\">\n<div class=\"aspect-ratio-fill\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"progressiveMedia-image js-progressiveMedia-image\" src=\"https:\/\/cdn-images-1.medium.com\/max\/800\/1*e7cZi4vrtHuyVkERA5zlfw.jpeg\" alt=\"\" data-src=\"https:\/\/cdn-images-1.medium.com\/max\/800\/1*e7cZi4vrtHuyVkERA5zlfw.jpeg\" data-><\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p id=\"0821\" class=\"graf--p\">As pessoas tornaram-se mais inteligentes desde a d\u00e9cada de 1940 \u2013 mais inteligentes ainda desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000 \u2013 ao garantir que os or\u00e7amentos de ajuda s\u00e3o gastos naquilo que funciona e produz resultados. Uma gera\u00e7\u00e3o de \u201cfactivistas\u201d com mentalidade tecnol\u00f3gica est\u00e1 em marcha, lutando contra a corrup\u00e7\u00e3o, fazendo campanha pela conectividade \u2013 e pelo acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e \u00e0s oportunidades que ela proporciona \u2013 e profundamente conscientes de que se conseguirem mobilizar os seus pr\u00f3prios recursos internos, em breve j\u00e1 n\u00e3o precisar\u00e3o de a riqueza dos seus parceiros para desbloquear a prosperidade na sua pr\u00f3pria vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p id=\"7d5e\" class=\"graf--p\">Um Plano Marshall do s\u00e9culo XXI tamb\u00e9m teria de incluir alguma pele do sector privado no jogo, e n\u00e3o apenas a ajuda externa. Na d\u00e9cada de 1940, os EUA concederam empr\u00e9stimos a empresas em dificuldades, o que ainda \u00e9 uma boa ideia, mas n\u00e3o tem de vir apenas dos governos; existem empresas de sucesso em \u00c1frica e em todo o mundo que poderiam estar a fazer investimentos naquelas que precisam de capital. O sector privado tem tanto a ganhar como qualquer outro ao ajudar as ind\u00fastrias mais atrasadas a florescer, as empresas em crescimento a crescerem ainda mais e as economias em desenvolvimento a tornarem-se desenvolvidas. E o sector privado, em muitos aspectos, tem mais influ\u00eancia do que as ag\u00eancias de ajuda multilaterais para fazer com que isso aconte\u00e7a. Tem ainda mais influ\u00eancia quando trabalha em conjunto com essas ag\u00eancias de ajuda e com os governos nacionais e locais.<\/p>\n<p id=\"bc9c\" class=\"graf--p\">Vi isto no m\u00eas passado nos arredores de Kigali, no Ruanda, onde uma combina\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia governamental, atrav\u00e9s da iniciativa Power Africa do Presidente Obama, e investimento privado, atrav\u00e9s da Gigawatt Global, criou um campo solar futurista louco que aumentou a capacidade de produ\u00e7\u00e3o do Ruanda em 6 por cento e basicamente explodiu meus circuitos com suas possibilidades; essa matriz s\u00f3 precisa ser vista. A Europa j\u00e1 est\u00e1 a bordo da ideia de energia limpa e verde, prometendo ajudar 500 milh\u00f5es de pessoas a terem acesso a ela. O mundo deveria apoiar empresas que assumem riscos como a Gigawatt e ajud\u00e1-las a crescer em locais como o norte da Nig\u00e9ria. O sol brilha l\u00e1 tamb\u00e9m.<\/p>\n<p id=\"5109\" class=\"graf--p\">Um Plano George C. Marshall moderno poderia at\u00e9 atrair investimento dos or\u00e7amentos de defesa, porque os planeadores militares est\u00e3o a come\u00e7ar (apenas a come\u00e7ar) a pensar como um plano de seguro de sa\u00fade que paga a sua medicina preventiva em vez de apenas esperar que voc\u00ea fique mortalmente doente. Os militares adoram as suas m\u00e1quinas, mas preferem n\u00e3o colocar os seus seres humanos em locais onde possam ser baleados ou algo pior. Eles sabem que o Plano Marshall original n\u00e3o era apenas um plano p\u00f3s-guerra, era um plano anti-guerra \u2013 concebido para travar o expansionismo sovi\u00e9tico e evitar que a Guerra Fria esquentasse na Europa.<\/p>\n<p id=\"dd53\" class=\"graf--p\">A paz e a estabilidade s\u00e3o, obviamente, uma pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para construir qualquer coisa duradoura \u2013 ou mesmo qualquer coisa. H\u00e1 uma raz\u00e3o pela qual o Plano Marshall s\u00f3 come\u00e7ou depois da guerra \u2013 e n\u00e3o no meio dela. \u00c9 evidente que temos de acabar com os combates na S\u00edria antes que o desenvolvimento seja mesmo uma possibilidade remota naquele pa\u00eds. Mas isso n\u00e3o deveria \u2014 n\u00e3o pode \u2014 impedir-nos de impedir que as regi\u00f5es secas do mundo, cheias de iscas e acesas com fa\u00edscas, explodam em chamas.<\/p>\n<p id=\"c032\" class=\"graf--p\">O Plano Marshall deveria ser um modelo, mas n\u00e3o precisa ser a nossa \u00fanica inspira\u00e7\u00e3o. H\u00e1 muito disso em \u00c1frica, desde os campos solares no Ruanda at\u00e9 \u00e0s startups tecnol\u00f3gicas na Nig\u00e9ria, no Qu\u00e9nia e na Tanz\u00e2nia. Existem hist\u00f3rias de sucesso em praticamente todo o continente \u2013 o trabalho brilhante de uma gera\u00e7\u00e3o crescente de empres\u00e1rios, activistas, artistas e funcion\u00e1rios africanos.<\/p>\n<blockquote id=\"e5f7\" class=\"graf--pullquote pullquote\"><p><em>A parceria, e n\u00e3o o paternalismo, \u00e9 aqui necess\u00e1ria \u2013 e foi a chave para o sucesso da edi\u00e7\u00e3o anterior dos Objectivos Globais, os Objectivos de Desenvolvimento do Mil\u00e9nio.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p id=\"0ab4\" class=\"graf--p\">Deveria incitar-nos a considerar o papel que os ODM desempenharam no aumento do n\u00famero de crian\u00e7as nas escolas e na redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da mortalidade infantil, da mortalidade materna e do tipo de pobreza mais degradante e debilitante.<\/p>\n<p id=\"1cb9\" class=\"graf--p graf--last\">Tenho lutado com o mundo durante a maior parte da minha vida e aprendi que a mudan\u00e7a ocorre principalmente de forma lenta e gradual. Mas \u00e0s vezes, quando uma situa\u00e7\u00e3o assim o exige, pensamos grande, agimos com aud\u00e1cia e acertamos \u2013 ou pelo menos acertamos parcialmente, o que n\u00e3o \u00e9 pouca coisa. Agora precisa ser um desses momentos. Temos de acertar, desde j\u00e1, porque o desastre humanit\u00e1rio no M\u00e9dio Oriente \u2014 e o erro no sentido de uma resposta humana na Europa e noutros lugares \u2014 s\u00e3o um pontap\u00e9 no est\u00f4mago colectivo, uma lembran\u00e7a brutal do que significa obter est\u00e1 errado. A S\u00edria n\u00e3o ser\u00e1 a \u00faltima conflagra\u00e7\u00e3o, mas quando pensarmos e construirmos t\u00e3o grandes quanto os nossos objectivos, teremos a oportunidade de evitar o inc\u00eandio na pr\u00f3xima vez.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo foi originalmente publicado aqui.   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