{"id":2555,"date":"2015-10-12T15:51:37","date_gmt":"2015-10-12T14:51:37","guid":{"rendered":"http:\/\/tonyelumelufoundation.org\/?post_type=article&#038;p=2555"},"modified":"2020-07-20T09:36:48","modified_gmt":"2020-07-20T08:36:48","slug":"lafricapitalisme-des-solutions-africaines-aux-enjeux-africains","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/pt\/articles\/lafricapitalisme-des-solutions-africaines-aux-enjeux-africains","title":{"rendered":"L&#039;africapitalisme, des solutions africaines aux enjeux Africains"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"authors\">Por <span class=\"author\"><a href=\"http:\/\/www.liberation.fr\/auteur\/16038-tony-elumelu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tony Elumelu, presidente da funda\u00e7\u00e3o Tony Elumelu<\/a> <\/span><\/span> &#8211;<span class=\"date\"><time datetime=\"2015-10-07T19:23:42\">7 de outubro de 2015 \u00e0s 19h23<\/time><\/span><\/p>\n<p><em>Este artigo foi publicado pela primeira vez em\u00a0 <a href=\"https:\/\/liberation.fr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Liberta\u00e7\u00e3o<\/a><\/em><br \/>\n<strong class=\"article-standfirst read-left-padding\"> Homem caso nigeriano Tony Elumelu defende a vis\u00e3o de uma economia africana impulsionada pelo sector privado do continente.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tribuna.<\/strong> Tive a honra, h\u00e1 poucos dias, de participar, na sede das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em Nova Iorque, da ratifica\u00e7\u00e3o dos novos objectivos globais que sucedem aos Objectivos de Desenvolvimento do Mil\u00e9nio, lan\u00e7ados em 2000. Estes novos objectivos priorit\u00e1rios s\u00e3o tamb\u00e9m conhecidos pela designa\u00e7\u00e3o de objectivos para o desenvolvimento sustent\u00e1vel. O objectivo das Na\u00e7\u00f5es Unidas, ao defini-los, \u00e9 superar os problemas do continente africano, especialmente no que diz respeito ao desemprego juvenil.<\/p>\n<p class=\"others\"><a href=\"http:\/\/www.liberation.fr\/evenements\/16-forum-citoyen-au-gabon\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Encontre o programa do f\u00f3rum de cidad\u00e3os no Gab\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>Um dos principais factores de mudan\u00e7a positiva a n\u00edvel social e pol\u00edtico \u00e9 o empoderamento econ\u00f3mico. Isto \u00e9 diferente do crescimento econ\u00f3mico. Assim, se \u00c1frica tem seis dos dez pa\u00edses com o crescimento mais r\u00e1pido do mundo, estes pa\u00edses de r\u00e1pido crescimento n\u00e3o conseguem sustentar a economia do resto do continente. De acordo com estudos do FMI realizados em 173 pa\u00edses nos \u00faltimos 50 anos, os pa\u00edses com forte desigualdade social tendem a ter um crescimento econ\u00f3mico fraco e insustent\u00e1vel. Al\u00e9m disso, como africanos, se quisermos enfrentar os desafios do nosso continente e lan\u00e7ar as bases para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, devemos estar mais unidos.<\/p>\n<p>Hoje em dia, o sintoma mais vis\u00edvel da desigualdade econ\u00f3mica em \u00c1frica \u00e9 o problema da imigra\u00e7\u00e3o de refugiados para a Europa continental. No entanto, de acordo com um estudo realizado em Julho pela Rede Internacional de Refugiados, uma ONG internacional, existem em Marrocos 40 000 imigrantes ilegais provenientes da Nig\u00e9ria, dos Camar\u00f5es, do Gana e de pa\u00edses africanos franc\u00f3fonos. Embora os meios de comunica\u00e7\u00e3o social tenham mostrado as trag\u00e9dias dos migrantes s\u00edrios, n\u00e3o conseguem real\u00e7ar os problemas e a falta de oportunidades que estes migrantes enfrentam nos seus respectivos pa\u00edses. Para encontrar uma solu\u00e7\u00e3o definitiva para este problema, a comunidade internacional deve ajudar os pa\u00edses africanos a criar estruturas que possam impedir a sua ac\u00e7\u00e3o pelo desejo de procurar uma vida melhor noutro lugar. Eu acho que a filosofia de <strong>\u00a0<\/strong>O \u201cafricapitalisme\u201d poderia ajudar muito a atingir este objectivo.<\/p>\n<p>O \u201cafricapitalisme\u201d baseia-se na premissa de que o sector privado africano deve desempenhar um papel fundamental na transforma\u00e7\u00e3o da economia do continente. Assim, s\u00f3 um investimento a longo prazo em sectores estrat\u00e9gicos permitir\u00e1 aos africanos finalmente desfrutar dos seus recursos naturais e do seu capital humano. Na realidade, a maior parte do recente sucesso econ\u00f3mico do continente foi iniciado por multinacionais estrangeiras. Podemos remediar esta situa\u00e7\u00e3o desenvolvendo a capacidade das empresas para dominar e assumir os elementos complexos da cadeia de distribui\u00e7\u00e3o, permitindo-nos usufruir dos benef\u00edcios da explora\u00e7\u00e3o dos nossos pr\u00f3prios recursos. N\u00e3o defendo a nacionaliza\u00e7\u00e3o, mas proponho que o sector privado africano seja mais ousado na protec\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o dos seus pr\u00f3prios interesses.<\/p>\n<p class=\"others\"><a href=\"http:\/\/www.liberation.fr\/forum-citoyen-au-gabon,100549\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia mais artigos relacionados aos temas do f\u00f3rum de cidad\u00e3os no Gab\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>O Gab\u00e3o \u00e9 um exemplo t\u00edpico dos pa\u00edses africanos com recursos naturais significativos que registaram um desempenho econ\u00f3mico, com um crescimento de 5,1% nos \u00faltimos anos, acima do crescimento econ\u00f3mico do continente para 4,5% no mesmo per\u00edodo. No entanto, tal como a maioria das economias africanas, o Gab\u00e3o depende do petr\u00f3leo, que representa cerca de 50% de PIB, 60% de receitas do Estado e 80% de exporta\u00e7\u00f5es. Este desequil\u00edbrio desempenha um papel importante no problema do desemprego que afecta o pa\u00eds, e cerca de 20% de activos e 30% de jovens. Este problema ultrapassa o simples facto de estabelecer novas pol\u00edticas de emprego. Uma solu\u00e7\u00e3o final \u00e9 uma reestrutura\u00e7\u00e3o da economia gabonesa, que permitiria \u00e0s empresas e aos talentos do pa\u00eds exercerem mais controlo sobre os elementos de valor acrescentado da cadeia de produ\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera e facilitaria um impacto significativo do sector petrol\u00edfero na economia nacional. Reconhecendo isto, compreendo a importante abordagem inovadora do Gab\u00e3o e o seu esfor\u00e7o para actualizar o plano estrat\u00e9gico de desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Uma das minhas principais cren\u00e7as baseia-se na engenhosidade e capacidade inerentes aos meus concidad\u00e3os africanos para encontrar solu\u00e7\u00f5es para os principais desafios do continente. \u00c9 com esta certeza que no in\u00edcio deste ano utilizei o meu pr\u00f3prio dinheiro para lan\u00e7ar o <em>Programa de Empreendedorismo Tony Elumelu<\/em> \u2013 uma iniciativa $ de 100 milh\u00f5es de euros recusada ao longo de 10 anos que patrocinou, formou e disponibilizou a 10 000 empres\u00e1rios africanos o capital de que necessitam para dar vida \u00e0s suas ideias. No primeiro ano do programa, foram seleccionados 1000 empres\u00e1rios de 52 pa\u00edses africanos e 30% de empres\u00e1rios seleccionados iniciaram um neg\u00f3cio na agricultura.<\/p>\n<p>A adop\u00e7\u00e3o do \u201cafricapitalisme\u201d pelas empresas e governos facilitaria a utiliza\u00e7\u00e3o de <em>modelos de neg\u00f3cios<\/em> mais inclusivo, desenvolvimento de um ambiente de neg\u00f3cios mais amig\u00e1vel e tamb\u00e9m incentivar todos a empreender. Al\u00e9m disso, o \u201cafricapitalisme\u201d define o futuro do continente, devolvendo as chaves do desenvolvimento em \u00c1frica e pondo fim aos problemas migrat\u00f3rios.<\/p>\n<p>A Europa, que renasceu ap\u00f3s in\u00fameras guerras e crises, dever\u00e1 ser um modelo para \u00c1frica, no sentido de que \u00e9 ben\u00e9fico para pa\u00edses como regi\u00f5es remover as barreiras comerciais regionais, protegendo simultaneamente os direitos sociais. \u00c9 responsabilidade de todos, tanto europeus como africanos, trabalhar em conjunto para alcan\u00e7ar os nossos objectivos comuns.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Tony Elumelu, presidente da funda\u00e7\u00e3o Tony Elumelu \u20137 de outubro de 2015 \u00e0s 19h23 Este artigo foi publicado pela primeira vez em Lib\u00e9ration Man Caso nigeriano Tony Elumelu defende a vis\u00e3o de uma economia africana impulsionada pelo setor privado do continente.  Tribuna. 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