{"id":4369,"date":"2017-11-09T14:44:09","date_gmt":"2017-11-09T13:44:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/?p=4369"},"modified":"2022-04-22T12:00:04","modified_gmt":"2022-04-22T11:00:04","slug":"africapitalismo-libertando-o-poder-das-emocoes-para-o-desenvolvimento-de-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/pt\/research-publications\/africapitalism-unleashing-the-power-of-emotions-for-africas-development","title":{"rendered":"Africapitalismo: Libertar o poder das emo\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento de \u00c1frica?"},"content":{"rendered":"<p>O Africapitalismo \u2013 \u201cuma filosofia econ\u00f3mica que incorpora o compromisso do sector privado com a transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica de \u00c1frica atrav\u00e9s de investimentos que geram prosperidade econ\u00f3mica e riqueza social\u201d \u2013 \u00e9 uma filosofia empresarial emergente de \u00c1frica liderada por um dos principais empres\u00e1rios do continente,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.tonyelumelufoundation.org\/pt\/noticias-2\/porque-e-que-africa-precisa-de-um-capitalismo-que-esteja-alinhado-com-as-suas-necessidades-de-desenvolvimento\/\">Senhor Tony Elumelu<\/a>. Da minha experi\u00eancia de intera\u00e7\u00e3o com l\u00edderes empresariais, especialmente aqueles interessados no desenvolvimento econ\u00f3mico sustent\u00e1vel de \u00c1frica, tenho a impress\u00e3o de que o Africapitalismo tem o poder de libertar energia emocional positiva e a capacidade de atrair interesses para o desenvolvimento de \u00c1frica. Tem uma forma incr\u00edvel de cativar a imagina\u00e7\u00e3o dos empres\u00e1rios e cidad\u00e3os africanos, em particular, de uma forma que nenhuma outra constru\u00e7\u00e3o socioecon\u00f3mica conseguiu. Abala a consci\u00eancia e reposiciona firmemente o desenvolvimento de \u00c1frica no mundo como um projecto ind\u00edgena no qual os africanos desempenhar\u00e3o pap\u00e9is activos significativos. Vejo este lampejo de esperan\u00e7a audaciosa, seja no envolvimento com l\u00edderes empresariais em Lagos, Nairobi, Accra ou Joanesburgo. A mensagem \u00e9 \u00fanica, assim como os sentimentos que evoca.<\/p>\n<p>O poder emotivo do Africapitalismo n\u00e3o \u00e9 necessariamente um fen\u00f3meno novo na hist\u00f3ria econ\u00f3mica. O patriotismo econ\u00f3mico e o nacionalismo desempenharam pap\u00e9is significativos na reconstru\u00e7\u00e3o da Europa Ocidental ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, por exemplo. O mesmo pode ser visto na ascens\u00e3o contempor\u00e2nea da China como pot\u00eancia econ\u00f3mica mundial. Isto real\u00e7a a vis\u00e3o de que o desenvolvimento econ\u00f3mico \u00e9 tanto um projecto racional como emocional. Como tal, o ressurgimento da perspectiva comportamental na economia e nas finan\u00e7as na sequ\u00eancia da recente crise financeira global n\u00e3o \u00e9 surpreendente. A viragem comportamental enfatiza o papel das emo\u00e7\u00f5es, dos sentimentos e, por vezes, da irracionalidade grosseira na pessoa racional da economia neocl\u00e1ssica \u2013 incluindo os empres\u00e1rios. E \u00e9 aqui que reside a singularidade do Africapitalismo como uma poderosa ferramenta econ\u00f3mica emocional para o desenvolvimento sustent\u00e1vel de \u00c1frica.<\/p>\n<p>A for\u00e7a emotiva do Africapitalismo confere-lhe a capacidade de se ligar \u00e0 identidade africana de uma forma que n\u00e3o se reflecte facilmente na vis\u00e3o ampla do capitalismo. O capitalismo no sentido lato \u00e9 indiscutivelmente n\u00e3o africano. \u00c9 uma cultura estrangeira que floresceu atrav\u00e9s do colonialismo no passado e continua a florescer atrav\u00e9s da globaliza\u00e7\u00e3o no presente. Como pr\u00e1tica estrangeira, manteve, em grande medida, \u00c1frica como um estranho \u2013 o continente escuro da pobreza, das doen\u00e7as e da morte. Embora esta vis\u00e3o esteja a mudar gradualmente, a vis\u00e3o emergente do capitalismo em \u00c1frica ainda reflecte a sua vis\u00e3o tradicional e aparentemente ofensiva \u2013 especialmente entre o p\u00fablico orientado para o desenvolvimento \u2013 dadas as suas aparentes tend\u00eancias de expropria\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o. A vis\u00e3o contempor\u00e2nea \u00e9 aquela que constr\u00f3i \u00c1frica como a \u00faltima fronteira do capitalismo, que v\u00ea \u00c1frica primeiro como um mercado a ser explorado, em oposi\u00e7\u00e3o a um continente de pessoas que aspiram a uma vida melhor e a um desenvolvimento sustent\u00e1vel. Pelo contr\u00e1rio, o Africapitalismo n\u00e3o evoca imagens negativas semelhantes do capitalismo convencional.<\/p>\n<p>Africapitalismo \u00e9 o capitalismo de empres\u00e1rios orientados para \u00c1frica para \u00c1frica. Articulado como tal, surge como uma for\u00e7a para o bem. \u00c9 uma forma criativa de desmascarar a face boa do capitalismo num continente ao qual est\u00e1 h\u00e1 muito tempo atrasado. \u00c9 uma nova forma de domesticar e libertar o poder do capitalismo em \u00c1frica. \u00c9 um conceito que pode facilmente libertar a imagina\u00e7\u00e3o emotiva dos africanos e reorientar as suas mentes sobre o que significa ser africano em \u00c1frica. Nesse sentido, o Africapitalismo torna-se uma express\u00e3o do patriotismo econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>O africapitalismo \u00e9 um retrocesso criativo \u00e0s desvantagens da globaliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma busca e uma mentalidade empreendedora, que desafia a mentalidade convencional de ganhar-perder dos empres\u00e1rios e empresas em \u00c1frica para criar valor partilhado (ou seja, resultados ganha-ganha) em e para \u00c1frica. A ideia de capturar governos nacionais para ganhos pessoais, que parece bastante prevalecente no continente, \u00e9 anacr\u00f3nica, injusta para a sociedade africana e, em \u00faltima an\u00e1lise, insustent\u00e1vel. O patriotismo econ\u00f3mico, que est\u00e1 no cerne do Africapitalismo, \u00e9 abertamente bom para \u00c1frica e deve ser promovido dentro e para o continente.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s reflex\u00e3o, o meu recente encontro com os l\u00edderes empresariais sugere que \u00c1frica precisa de uma voz comum para harmonizar as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas dentro e entre os pa\u00edses africanos e os blocos econ\u00f3micos regionais. \u00c9 responsabilidade prim\u00e1ria dos decisores pol\u00edticos fazer isto. N\u00e3o obstante, cabe aos empres\u00e1rios africanos trabalhar de forma criativa com os diferentes governos para atingir este objectivo. \u00c9 aqui que as rela\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis entre empresas e governos se tornam uma op\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica cr\u00edtica para as empresas em \u00c1frica.<\/p>\n<p>Finalmente, o Africapitalismo \u00e9 uma conquista lingu\u00edstica, por direito pr\u00f3prio, dada a sua capacidade de desencadear emo\u00e7\u00f5es colectivas positivas para o desenvolvimento de \u00c1frica. Esta liga\u00e7\u00e3o emocional \u00e9 o elo cr\u00edtico que faltava nos discursos e pr\u00e1ticas tradicionais do desenvolvimento de \u00c1frica. A este respeito, a agenda do Africapitalismo de Tony Elumelu precisa de ser encorajada, apoiada e desenvolvida como uma filosofia econ\u00f3mica robusta para o continente.<\/p>\n<p><b>Kenneth Amaeshi \u00e9 professor associado (leitor) em Estrat\u00e9gia e Neg\u00f3cios Internacionais na Universidade de Edimburgo, Reino Unido, pesquisador visitante no Doughty Centre for Corporate Responsibility, Cranfield School of Management, e professor visitante na Lagos Business School, Nig\u00e9ria. Ele\u00a0<\/b><b>tamb\u00e9m \u00e9 membro do F\u00f3rum de Lideran\u00e7a de Pensamento, Nig\u00e9ria.<\/b><\/p>\n\n\n<p><em>Por Kenneth Amaeshi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Publicado originalmente <a href=\"http:\/\/africanarguments.org\/2013\/10\/02\/africapitalism-unleashing-the-power-of-emotions-for-africas-development-by-kenneth-amaeshi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>aqui<\/strong><\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O africapitalismo - \u201cuma filosofia econ\u00f3mica que incorpora o empenho do sector privado na transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica de \u00c1frica atrav\u00e9s de investimentos que geram tanto prosperidade econ\u00f3mica como riqueza social\u201d - \u00e9 uma filosofia empresarial emergente em \u00c1frica, liderada por um dos principais empres\u00e1rios do continente, Tony Elumelu. 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